Discute-se, no REsp, a possibilidade de compensação tributária entre sociedades empresárias do mesmo grupo econômico. A Turma negou provimento ao recurso sob o fundamento, entre outros, de que inexiste lei que autorize a compensação pretendida, não podendo o Judiciário imiscuir-se na tarefa de legislador para criar uma nova forma de compensação de tributos. Precedente citado: AgRg no REsp 1.077.445-RS, DJe 8/5/2009. REsp 1.232.968-SC, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 22/3/2011
| RELATOR | : | MINISTRO HUMBERTO MARTINS |
| RECORRENTE | : | BATTISTELLA INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA |
| ADVOGADO | : | JOÃO JOAQUIM MARTINELLI |
| RECORRIDO | : | FAZENDA NACIONAL |
| ADVOGADO | : | PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL |
TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. SUJEITO PASSIVO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DE EMPRESAS INTEGRANTES DO MESMO GRUPO ECONÔMICO. ART. 30, IX, DA LEI N. 8.212?1991. COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE.
1. Discute-se nos autos a legitimidade de empresas do mesmo grupo econômico para requer em juízo compensação tributária.
2. O Tribunal “a quo” decidiu que não é possível “conferir interpretação extensiva ao artigo 74 da Lei nº 9.430?96 nos moldes pretendidos pela autora, de modo a alcançar os débitos das pessoas que devam responder solidariamente pela dívida.”
3. Inexiste lei que autorize a compensação pretendida, equiparando a pessoa jurídica que pagou a maior e tem direito à compensação com o grupo econômico ao qual ela pertence. O Judiciário não pode imiscuir-se na tarefa de legislador para criar uma nova forma de compensação de tributos.
4. Conforme já decidido pelo STJ “a Lei 11.051, de dezembro de 2004, modificando o art. 74 da Lei 9.430?96, passou a proibir, em seu § 12, qualquer hipótese de compensação de débitos próprios com créditos de terceiros”. (AgRg no REsp 1077445?RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 23?04?2009, DJe 08?05?2009).
Recurso especial improvido.
| Documento: 14601852 | RELATÓRIO, EMENTA E VOTO |
Fonte:STJ