| Abnor gondim“Pode chegar vendedor, cabeleireiro e todo mundo que rala o dia inteiro.”O convite abre uma microcartilha do Sebrae enviada neste ano pelo governo federal a trabalhadores por conta que saíram da informalidade para virar MEI, abreviatura de Microemprendedor Individual, uma figura jurídica em vigor desde 2009 que regulariza um negócio com a contribuição em torno de apenas R$ 30 por mês para assegurar sobretudo direitos previdenciários. Trata-se do maior programa de regularização empresarial do mundo: já são 3,9 milhões em quase cinco ano e representam quase a metade dos 8,3 milhões de empresas optantes do regime tributário do Supersimples. A maior novidade é que muitos MEIs já conseguiram não só cidadania e CNPJ, deixando de ser presa fácil para os “rapas” da fiscalização municipal, mas também trilharam a transição para a prosperidade e viraram microempresas.
Em quase cinco anos, 120 mil MEIs viram o empreendimento crescer e se transformar em microempresa.Com a mudança de categoria, eles podem agora faturar até R$ 360 mil por ano, contratar mais funcionários e ainda assim se manterem no regime tributário do Supersimples, que oferece redução de cerca de 40% na carga tributária. Entre os motivos indicados para esta escalada empresarial estão o faturamento anual superior a R$ 60 mil (limite legal para ser um MEI), a contratação de mais de um funcionário e ainda a participação em outros negócios, segundo apontou levantamento elaborado pelo Sebrae. Como microempresa, o faturamento anual pode ser de até R$ 360 mil, e não há limite para contratar empregados. “A maior novidade é que 84% dos MEIs querem virar microempresas”, comemora o gerente Bruno Quick, da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional. No dia 10 de abril, durante o seminário “Brasil Mais Simples”, Quick apresentou recentes estatísticas sobre a evolução dos MEIs, mostrando que já atingiam 3.926.455 os registros no site do Portal do Empreendedor. “O MEI vira essa página do problema que parecia sem solução em relação a pessoas trabalhando sem direito à previdência e às políticas públicas”, completa. O salto da formalização Baixo risco Virar MEI é fácil. É possível obter o CNPJ rapidamente pela internet. Mas eles ainda enfrentam uma verdadeira “via crucis” nos órgãos públicos de controle e fiscalização para fazer o negócio virar realidade. Empreendedores reconhecem as vantagens da regularização angélica lequerica Há pouco mais de dois meses, Renata Kaan era apenas uma boleira de mão cheia que cozinhava para reunir os amigos e a família. O dom de doceira herdado das avós e a paixão por bolos começaram a lhe render cada vez mais encomendas. Quando sua cozinha ficou pequena para as demandas, Renata percebeu que era a hora de dar um novo passo e realizar o sonho de abrir o seu próprio negócio, a Rebolô. |
|
| Fonte: DCI – SP |